Hell (minha crítica a esse livro francês sobre jovens ricos contemporâneos)
Um livro autobiográfico de uma garota francesa, por sinal, milionária. Reflete valores da sociedade pós-moderna. Uma vacuidade gritante, um vazio que não se preenche com a materialidade e o consumismo. A vida subjetiva da personagem é o seu principal foco no livro. O livro é essencialmente a história de jovens infelizes em um mundo incapaz de consolá-los. Jovens ricos, famosos, endinheirados, nada lhes falta, quer dizer, o que lhes falta é um ideal, tudo, todos os desejos foram realizados, para que viver? A vida é uma luta constante por sobrevivência para milhões de pessoas, mas para esse particular universo em Paris, a vida é uma sucessão de artificialidades que não levam a lugar nenhum, só a imensa vontade de não pensar em nada. A excitabilidade constante é a meta desses jovens que fazem de tudo para viver freneticamente nas aparências de suas marcas, algo comentado repetidamente por Lolita. No entanto, apesar de Lolita fazer parte desse sofisticado mundo, ela gera uma reflexão sofrí...