Lucian Freud
"O menor acontecimento desenrola-se como um destino, e o próprio destino se desdobra como um tecido, amplo e admirável, em que cada fio, conduzido por mão infinitamente suave é preso e mantido por cem outros. (...) Deixe que os seus julgamentos tenham a sua evolução natural, silenciosa. Não se oponha a esta evolução que, como todo o aperfeiçoamento, deve vir do amâgo do seu ser e não pode suportar coação nem pressa. (...) Espere com humildade e paciência a alvorada de uma nova luz. (...)Ser artista é crescer como a árvore que não apressa a sua seiva e resiste, serena, aos grandes ventos da primavera, sem temer que o verão possa não vir. O verão há de vir. Mas só vem para aqueles que sabem esperar, tão sossegados como se tivessem na frente a eternidade.(...)Se se prender à natureza, ao que nela existe de simples e pequeno, àquilo que quase ninguém observa e que, de repente, se metamorfoseia no infinitamente grande, no incomensurável- se estender o seu amor a tudo que vive- se humil...