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Mostrando postagens de agosto 27, 2006

Lucian Freud

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"O menor acontecimento desenrola-se como um destino, e o próprio destino se desdobra como um tecido, amplo e admirável, em que cada fio, conduzido por mão infinitamente suave é preso e mantido por cem outros. (...) Deixe que os seus julgamentos tenham a sua evolução natural, silenciosa. Não se oponha a esta evolução que, como todo o aperfeiçoamento, deve vir do amâgo do seu ser e não pode suportar coação nem pressa. (...) Espere com humildade e paciência a alvorada de uma nova luz. (...)Ser artista é crescer como a árvore que não apressa a sua seiva e resiste, serena, aos grandes ventos da primavera, sem temer que o verão possa não vir. O verão há de vir. Mas só vem para aqueles que sabem esperar, tão sossegados como se tivessem na frente a eternidade.(...)Se se prender à natureza, ao que nela existe de simples e pequeno, àquilo que quase ninguém observa e que, de repente, se metamorfoseia no infinitamente grande, no incomensurável- se estender o seu amor a tudo que vive- se humil...

John Currin

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Tragicômico. Seria uma forma de definir John Currin. Com figuras caricaturais, a pintura do artista leva a sentimentos ambíguos sobre o horror do que vemos, corpos destituídos de perfeição, deformidades nos membros. Será que devemos rir? Há uma desarmonia, uma sensação de ironia, assombro, terror. O que nos leva a rir do que não entendemos? Penso que, talvez, a não- compreensão seja enfim uma dádiva. A falta faz o caminho mais longo, sem a completude, a complexidade nos guia. No entanto, o já feito, já concluído, nos deixa estáticos, como que plenos. Essa sensação de que nada precisa ser somado, como se todos os tijolos já estivessem no lugar, as parede lixadas, a pintura impecável, ou seja, a perfeição da casa, acaba nos levando à uma posição sofrível de espectadores infecundos. Se pelo menos o jardim tivesse que ser regado, se ao menos a porta precisasse de concerto, eu existiria. Se tenho apenas que sentar no sofá confortável e contemplar a mansão que me deram, minhas mãos fica...