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Mostrando postagens de 2006

Der Himmel über Berlin

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Um filme que fala sobre o divino e o humano.

Teatro Judeu

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The Dybbuk, or Between Two Worlds (Yid. דער דיבוק אדער צווישן צוויי וועלטן) is a 1914 play by S. Ansky, relating the story of a young bride possessed by a dybbuk — a malicious possessing spirit , believed to be the dislocated soul of a dead person — on the eve of her wedding. The Dybbuk, is considered a seminal play in the history of Jewish theater, and played an important role in the development of Yiddish Theatre and theatre in Israel. The play was based on years of research by S. Ansky, who travelled between Jewish shtetls in Russia and the Ukraine, documenting folk beliefs and stories of the Hassidic Jews. ( Wikipedia)

Nouvelle vague

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O termo retrata um grupo francês Nouvelle Vague que apostou nas tendências musicais que fizeram história no fim dos anos 70 até a metade dos anos 80 e transformou tudo em bossa nova. É também um termo que representa o movimento artístico do cinema francês que se insere no movimento contestatário próprio dos anos sessenta. No entanto, a expressão foi lançada por Françoise Giroud, em 1958, na revista L’Express ao fazer referência a novos cineastas franceses. Sem grande apoio financeiro, os primeiros filmes conotados com esta expressão eram caracterizados pela juventude dos seus autores, unidos por uma vontade comum de transgredir as regras normalmente aceitas para o cinema mais comercial. (Wikipédia)

Sabina Spielrein

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Sabina Nikolajevna Spielrein ( 1885-1942) era uma jovem russa judia que entre 1904 e 1905 ficou internada em um hospital psiquiátrico de Zurique, na Suíça. Recebeu tratamento do doutor Carl Gustav Jung, sendo que paciente e terapeuta tiveram um romance. Depois de sua melhora, Sabina torna-se uma psicanalista famosa abrindo a famosa Escola Branca para crianças na Rússia. É morta pelo nazismo. "Jornada da Alma" conta parte de sua vida, o que me chamou atenção é o fato de que Sabina era judia, sofria de histeria, tornando-se uma das mais famosas mulheres psicanalistas de sua época. Na foto ao lado, a personagem do filme que representa Sabina está em uma exposição de Gustav Klint, um pintor famoso que abordava figuras do inconsciente, principalmente o nu feminino.

Nastenka

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Minha mais nova gatinha! Ela tem um nome russo em homenagem ao meu amor Dé.

VIDA

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"Meus ossos não te foram escondidos quando eu era feito em segredo, urdido na terra mais profunda. Teus olhos viam o meu embrião. No teu livro estão todos inscritos os dias que foram fixados e cada um neles figura". Sl. 139

Dream a Little Dream of me

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Stars shining bright above you Night breezes seem to whisper "I love you" Birds singin' in the sycamore trees Dream a little dream of me Say nighty-night and kiss me Just hold me tight and tell me you'll miss me While I'm alone and blue as can be Dream a little dream of me Stars fading but I linger on dear Still craving your kiss I'm longin' to linger till dawn dear Just saying this Sweet dreams till sunbeams find you Sweet dreams that leave all worries behind you But in your dreams whatever they be Dream a little dream of me Louis Armstrong

O verbo feito carne

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"No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos crescem por ele. Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz. Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome: Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do...

Herança Judaica

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"Neste fim, nesta morte de Moisés, podemos no entanto sentir um parentesco humano por baixo das enormes diferenças. A descrição do velho ainda vigoroso traz-nos à memória a grandeza antega do Moisés de Miguel Ângelo, de longos braços, costas direitas, olhos de águia, um homem que depois de tantos angustiosos encontros com Deus e de tantas desilusões com o seu povo pôde enfrentar a morte sem pestanejar. Também nós morreremos sem termos terminado aquilo que começamos. Cada um de nós teve na sua vida pelo menos um momento de descoberta, um monte Sinai - uma experiência tão fantástica e sobrenatural que consegue parar o tempo, que consegue de algum modo penetrar através do sujo e barulhento presente, a descoberta que, se a deixarmos, nos transportará pelo resto da vida. Mas como Moisés ou Martin Luther King, embora possamos recordar-nos de "ter estado no cume da Montanha" não entramos na Terra Prometida, apenas a vislumbramos fugazmente. "Nada que valha a pena fazer...

A Insustentável Leveza do Ser de Milan Kundera

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" O eterno retorno é uma idéia misteriosa: (...) pensar que um dia tudo vai se repetir tal como foi vivido e que essa repetição ainda vai se repetir indefinidamente! O que significa esse mito insensato? (...) Se cada segundo da nossa vida deve se repetir um número infinito de vezes, estamos pregados na eternidade como Cristo na cruz. Que idéia atroz! No mundo do eterno retorno, cada gesto carrega o peso de uma insustentável leveza. (...) Se o eterno retorno é o mais pesado dos fardos, nossas vidas, sobre esse pano de fundo, podem aparecer em toda sua esplêndida leveza. O mais pesado fardo nos esmaga, nos faz dobrar sob ele, nos esmaga contra o chão. Na poesia amorosa de todos os séculos, porém, a mulher deseja receber o peso do corpo masculino. O fardo mais pesado é, portanto, ao mesmo tempo a imagem da mais intensa realização vital. Quanto mais pesado o fardo, mais próxima da terra está nossa vida, e mais ela é real e verdadeira. Por outro lado, a ausência total de fardo faz co...

Lucian Freud

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"O menor acontecimento desenrola-se como um destino, e o próprio destino se desdobra como um tecido, amplo e admirável, em que cada fio, conduzido por mão infinitamente suave é preso e mantido por cem outros. (...) Deixe que os seus julgamentos tenham a sua evolução natural, silenciosa. Não se oponha a esta evolução que, como todo o aperfeiçoamento, deve vir do amâgo do seu ser e não pode suportar coação nem pressa. (...) Espere com humildade e paciência a alvorada de uma nova luz. (...)Ser artista é crescer como a árvore que não apressa a sua seiva e resiste, serena, aos grandes ventos da primavera, sem temer que o verão possa não vir. O verão há de vir. Mas só vem para aqueles que sabem esperar, tão sossegados como se tivessem na frente a eternidade.(...)Se se prender à natureza, ao que nela existe de simples e pequeno, àquilo que quase ninguém observa e que, de repente, se metamorfoseia no infinitamente grande, no incomensurável- se estender o seu amor a tudo que vive- se humil...

John Currin

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Tragicômico. Seria uma forma de definir John Currin. Com figuras caricaturais, a pintura do artista leva a sentimentos ambíguos sobre o horror do que vemos, corpos destituídos de perfeição, deformidades nos membros. Será que devemos rir? Há uma desarmonia, uma sensação de ironia, assombro, terror. O que nos leva a rir do que não entendemos? Penso que, talvez, a não- compreensão seja enfim uma dádiva. A falta faz o caminho mais longo, sem a completude, a complexidade nos guia. No entanto, o já feito, já concluído, nos deixa estáticos, como que plenos. Essa sensação de que nada precisa ser somado, como se todos os tijolos já estivessem no lugar, as parede lixadas, a pintura impecável, ou seja, a perfeição da casa, acaba nos levando à uma posição sofrível de espectadores infecundos. Se pelo menos o jardim tivesse que ser regado, se ao menos a porta precisasse de concerto, eu existiria. Se tenho apenas que sentar no sofá confortável e contemplar a mansão que me deram, minhas mãos fica...

O meu pé de laranja Lima

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Esse livro marcou minha infância, surgiu aquela nostalgia de tempos idos, quando peguei novamente o livrinho na estante do meu quarto. Li três capítulos em seguida e me emocionei com aquela história simples de um menino. Bem, tinha escrito um texto enorme falando sobre essa potência que é criar diante do aparente deserto, e o lindo computador apagou tudo! Então, resisto, e estou compondo outro. O deslumbramento diante da luminosidade. " Ela bebia a luz como o solo bebe a água". Pense em um desenho, o que ele é sem a dualidade luz/ sombra? Ele não existe sem esses contornos definidos. Então, encontra-se beleza não só no belo mas também no feio. Não é algo que se veja com os olhos maduros que querem só o natural. Não. É um olhar artístico, diria. Estético. Porque falar sempre do belo? Eu diria que rir é rir do absurdo humano, como ouvi, e li. Pense no Corcunda de Notre Dame, porque você o acha grotesco e ri? Sim, ele é desajeitado e terrivelmente feio, e porque você ri? A aleg...

Witz

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Um velho casamenteiro (Schadchen)foi propor um partido a um jovem(Schidourh). Este olha para o jovem como se o outro estivesse louco(meschugge) e lhe diz: - O Senhor só pode estar caçoando de mim. -Você está enganado. Não estou caçoando(spass) de você. É muito sério. -Mas ela é cega(blind)! -Você acha um defeito? Eu não acho, assim ela não verá por onde você anda. -Ela é também muda(stumm). -Isto, para uma mulher, é um verdadeiro defeito. Mas assim você poderá viver com ela até os cento e vinte anos sem ouvir a menor injúria(kloule). - Ela é também surda (toïb). -Ótimo: você vai poder dizer-lhe tudo que quiser em todos os tons, e mesmo insultá-la mortalmente. -Ela é também torta(krumm)! -Tanto melhor: assim você poderá ir onde quiser sem que ela possa segui-lo, por exemplo, quando você tentar seduzir outras mulheres. -É uma operária(Arbeter)! -Não estou entendendo você! Você seria atraído por uma Kale (noiva) que tivesse todas as qualidades e nenhum defeito? (humor judaico)

Awakening

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French word réveil (awakening) comes from rêve (dream). Lacan proposoed the idea of awakening as something that has to be unthinkable.

Tentáculos Reais

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(Budapeste) Nos sonhos, ainda sentimento Guardião de sorriso, fio de Neblina, promessas empoleiradas de fadiga Livros empoeirados de letras Vencidas, em estrofes de amêndoas, - e o incrível, logo ali, ainda ginga. Estações desbotadas de folhas, O mofo nos olhares, As nuances de sombras, Dedos eclesiásticos Os homens não podem sair da teia líquida, Das operetas de cetim, Enclausurados Em sempre Estrábicos De Sinestesia Não querem sair, Entretidos de faro No real, não mais exaltação A velocidade não Ultrapassa suspiros E a razão mais irracional, A de não sentir, Atola os pés dos infantes Sem cavalos Roncos de Maresia A cabeça pende Enquanto os muros de Noir cedem Aterrada de existência Há nada entre Os espaços dos meus sonhos As coisas velhas não têm pressa O sol dói mais que a lua dentro de mim Escura de Realidade Urgentemente Descanso meus pés Na linha tênue Do penhasco. (Carla Andrade)

"Le rêve est une seconde vie"

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( Trish Biddle) Encontrei um livro " Seis passeios pelos bosques da ficção" de Umberto Eco "Se os mundos ficcionais são tão confortáveis, porque não tentar ler o mundo real como se fosse uma obra de ficção? Ou, se os mundos ficcionais são tão pequenos e ilusoriamente confortáveis, porque não tentar criar mundos ficcionais tão complexos, contraditórios e provocantes quanto o mundo real? (Protocolos ficcionais, pg123)

Prisma às avessas

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"Sou um prisma às avessas as cores em mim se confundem Sou um tapete de ecos Uma cachoeira de gritos Uma cordoalha de muitos tempos A esfera das lantejoulas -passado presente futuro- roda refletindo mil sóis Sou essa colméia de incêndios essa assembléia de sinais Esse rumor insone". (Rio de Janeiro, 26/02/1980, Hélio Pellegrino)

Sunshine

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Meu querido filho Ignatz, Partiu em segurança da casa onde nasceu, para realizar o objetivo de sua vida, tornar-se juiz, para criar leis como fez Moisés, para fazer justiça o como o Rei Davi, e exercer o poder que Deus nos proibiu, do qual, talvez, nos protegeu por milhares de anos, nesse novo mundo você terá sucesso pois tem conhecimento, o estudo sempre foi o nosso dever religioso como judeus. A nossa exclusão da sociedade nos torna adaptáveis a outras, e capazes de sentir a ligação entre coisas diversas. Mas se achar que tem poder, estará enganado. Se achar que tem o direito de estar à frente dos outros porque você pensa que sabe mais estará errado. Nunca se deixe levar pelo pecado da vaidade. A vaidade é o maior dos pecados, a fonte de todos os outros, nunca abandone a sua religião, Deus está presente em todas as religiões. Mas se a sua vida for uma luta por aceitação, será sempre infeliz. A religião pode não ser perfeita, mas pode ser um barco estável, para conduzi-lo à outra marg...

Lucidez Embriagada

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(Foto: Cartier Bresson) "Preciso fundar em mim a disciplina da fidelidade. Preciso aprender a ser fiel a mim mesmo, às verdades que me são reveladas e que eu busco, num certo sentido, esquecer e malcurar, pois nenhuma tarefa é tão pesada como a de pastorear o ser das coisas que a nós se revela. Preciso aprender a trabalhar, com método calmo e transparente amor. A revelação, a iluminação, nada mais representam do que o bloco de pedra a partir do qual se há de arrancar a escultura. Preciso aprender a tornar-me o escultor cotidiano, aquele que acorda e dorme a sua obra, no desfiar dos dias que se sucedem, com paciência e silenciosa paixão. Preciso pesar menos e obrar mais. Preciso ser menos eruptivo e mais fluente. Preciso fluir, manar, desdobrar-me, descobrir-me, preciso permitir que as águas venham da rocha profunda. Pois só na medida em que as águas surgem é que elas se renovam. Do fluir decorre a fluência. Não há fluência sem o fluir, da mesma forma como não há fonte sem a água ...

Samuel Rawet

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A procura de escritores judeus brasileiros, encontro Samuel Rawet, nascido na Polônia, engenheiro em Brasília, e considerado um grande escritor.

Não Apresse o Rio ele corre sozinho

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Um livro que perdi, antes mesmo de lê-lo inteiramente. Devo comprar um outro para substituí-lo na biblioteca. " É uma citação Zen, "Não Apresse o Rio, ele corre sozinho". Para mim, significa deixar-se ir junto com a vida, sem tentar fazê-la ir para algum lugar, sem tentar fazer com que algo aconteça, mas simplesmente ir, como o rio; e, sabe, o rio, quando chega nas pedras, simplesmente se desvia, dá a volta; quando chega à um lugar plano, ele se espalha e fica tranquilo, simplesmente vai se movendo junto com a situação em torno, qualquer que seja ela(...). E eu acho interessante que há muitas viagens por rio aqui nas redondezas- não sei se você sabe- há o Rio Colorado e o Rio Verde, e o Dolores, e há muita gente que ganha a vida e passa a maior parte dela no rio, e para essa gente o título tem muito significado, porque precisam acompanhar o rio, ou então se metem em apuros. Se o rio os leva desta maneira em água agitadas, não adiante tentar escapar daquela maneira - eles...

The Miracle

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Mark Chagall, Birthday ( 1915) "Muitas vezes, no passado, desejei que o impossível acontecesse. E aconteceu." (Sozinho, 47 Contos de Singer)

Um Poema de um amigo querido

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Paul Klee Senecio Do que viu ela ( a que adorava) com outro. Impossível ! Você se enganou, não era eu! Tá certo. Foi apenas uma "desilusão de ótica".

Sua vida é uma tragédia ou uma comédia?

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Uma comédia dramática? Isso mesmo! O filme do diretor Woody Allen divide a trama em duas histórias, misturando drama e humor na mesma dose. Além de Melinda e Melinda, consegui perceber no cineasta judeu, um humor peculiar, um estilo próprio, retratando algumas neuroses da sociedade Nova Iorquina onde mora. Seus filmes parecem sempre convergir para um ponto em comum: o protagonista da história deve tomar uma decisão. E essa decisão mudo o seu destino. Isso me lembra outros filmes que assisti. Não propriamente do cineasta em questão, mas que tratam do mesmo assunto. Nas minhas aulas de psicodrama essa questão fica bem clara em " A dona da história", tratando-se de uma personagem que tenta reviver seu passado em um momento de reflexão, pensa nas escolhas que tomou e se essas poderiam ser diferentes. Em um momento o que chamo de "duplo" do personagem aparece em cena, no entanto, trinta anos mais nova, no momento em que o curso de sua vida poderia ser completamente mudad...

SHOSHA

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"Todo o mundo é hedonista. Do berço à tumba, o homem só pensa no prazer. O que o piedoso quer? Prazer no outro mundo. E o que o asceta quer? Prazer espiritual ou seja lá o que for. Vou ainda mais longe. Para mim, o prazer domina não só a vida, mas o universo inteiro. Espinosa diz que Deus tem dois atributos conhecidos por nós: pensamento e extensão, digo que Deus é prazer. Se prazer é um atributo, então deve consistir de modos infinitos. Isso quer dizer que devem existir miríades de prazeres desconhecidos ainda a serem descobertos. Claro, se acontece de Deus ter um atributo de mal, pobres de nós. A busca do prazer é o único objetivo do homem. Se ele falhar nisso, tem de falhar em todo o resto". (SHOSHA, romance judeu)

Uma Vida Iluminada

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"Mudávamos, ficávamos irreconhecíveis, expostos a todas essas luzes diversas, o que havia dentro de nós emergia, intermitente, em ímpetos violentos, espacejado por lacunas brancas, chegando à superfície como se algum ácido tivesse pingado irregularmente sobre o prato..." (As Ondas, Virginia Woolf)

Isaac Bashevis Singer

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Um texto maravilhoso, simplesmente tocante! The storyteller and poet of our time, as in any other time, must be an entertainer of the spirit in the full sense of the word, not just a preacher of social or political ideals. There is no paradise for bored readers and no excuse for tedious literature that does not intrigue the reader, uplift him, give him the joy and the escape that true art always grants. Nevertheless, it is also true that the serious writer of our time must be deeply concerned about the problems of his generation. He cannot but see that the power of religion, especially belief in revelation, is weaker today than it was in any other epoch in human history. More and more children grow up without faith in God, without belief in reward and punishment, in the immortality of the soul and even in the validity of ethics. The genuine writer cannot ignore the fact that the family is losing its spiritual foundation. All the dismal prophecies of Oswald Spengler have become realiti...

Perto do Coração Selvagem

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"Foi certamente movida pelo desejo urgente de sair de dentro de si mesma que Clarice escreveu "Perto do Coração Selvagem". Seu modo único de ver as coisas, sua extraordinária percepção de realidades e mundos à primeira vista invisíveis, sua liberdade feroz, faziam de Clarice uma mulher tão poderosa quanto solitária, condenada a viver num mundo fundado exclusivamente por ela e para ela. À semelhança da menina Joana, que emprestava sua identidade a cada um de seus brinquedos, Clarice, a jovem autora de Perto do coração Selvagem (à época com 23 anos) faz sua estréia na literatura emprestando sua voz a cada um de seus personagens. Não há diferença entre a voz da narradora e a voz de seus personagens. E quem era Joana? Difícil precisar, já que sua história não era tecida a partir de fatos, mas de sentimentos, imagens e idéias abstratas. Não havia sequer uma ordem cronológica na qual o leitor pudesse se apoiar: se no primeiro capítulo Joana era apenas uma criança, no capítulo ...

Pergunte ao pó

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"Aqueles sapatos eram huaraches, as tiras de couro enroladas várias vezes ao redor dos tornozelos. Eram huaraches desesperadamente maltrapilhos; o couro trançado se desenredara. Quando os vi, fiquei muito agradecido, pois era um defeito nela que merecia crítica. Ela, alta com ombros retos, uma garota de uns vinte anos, impecável à sua maneira, exceto pelos huaraches esfarrapados". (Pergunte ao pó, pg.42, John Fante)

Gustav Flaubert - Gustav Klimt

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"Como seria aquela Paris? Que nome imenso! Ema sentia prazer em repeti-lo, a meia-voz, ecoava-lhe nos ouvidos como um sino de catedral, flamejava-lhe diante dos olhos até mesmo nos rótulos dos potes de cosmético". (Madame Bovary)

"Síndrome de Stendhal"

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Essa síndrome está ligada ao prazer estético...descobri em um palestra ministrada por Antônio Quinet, psiquiatra e psicanalista, cujo tema era "Histeria e Teatro". Trata-se de alguém que fica impactado por uma obra de arte, aqueles que vão à um Museu e ao olhar uma peça de arte ficam como extasiados, excitados, tendo orgasmos múltiplos..Já me aconteceu de gostar tanto de um livro que eu ficava embevecida, gostava tanto, que não o queria lê-lo inteiramente, rapidamente..queria degustá-lo aos pouquinhos, sentir aquela sensação suprema com mais intensidade a cada palavra lida, a cada frase como que sentindo aquele gosto diferente, aquela sensação de descoberta, aquela síndrome maravilhosa de que só a arte proporciona aos espíritos mais nobres..Antônio Quinet fala sobre histeria querendo tirá-la do quadro patológico em que se encontra e levá-la a ser vista como uma manisfestação artística como os surrealistas diziam. A histeria está ligada ao lugar do sujeito do inconsciente, um ...

" A casa de Bonecas"

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O texto no teatro - Henrik Ibsen e Samuel Beckett Diretor Sérgio Ferrara e Professor Marcus Mota Atores: Guilherme Reis e Bidô Galvão Os debatedores fizeram a noite valer a pena. Falaram da vida de dois escritores e tetrólogos famosos, Ibsen e Beckett. Enquanto atores interpretavam trechos da obra. Guilherme e Bidô começaram pela peça " Casa de Bonecas" escrito por Ibsen, essa peça fala da emancipação da mulher que abandona Marido e dois filhos pela sede de liberdade. " Aquilo que agente ama pode ser aquilo que te destrói", fala o debatedor. Ibsen foi criticado pela peça que segundo alguns era " Um ato libidinoso praticado em palco". Logo depois, os atores interpretam " Inimigo do Povo" feito em 1892. O 4° ato, pude escrever algumas partes do texto enquanto falavam: Fontes morais, Felicidade cega, Colossal Estupidez, Poder, Destruição, Massa amorfa, expressões impróprias, maior mentira social, razão e direito, pobre manada de fôlego curto, pseudo...

Varsóvia

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A Polônia..ontem fui até o Cine Brasília assistir a um filme passado em Varsóvia. Uma comédia feita em 1981! Imagina, nem ao menos tinha nascido nessa época, nasci em Setembro de 1982! As pessoas bateram palma ao término da sessão! Na verdade, cheguei após alguns minutos do início, e tentei entender o filme..estava sonolenta, mas definitivamente queria estar ali, Varsóvia foi a cidade onde Singer viveu boa parte da Infânica, e aquele universo certamente influenciou seus escritos. A história fala sobre um homem que acha estar acima de enganos, é tripudiado por bandidos que o enganam direitinho afim de roubar o banco que pertencia a ele. Em alguns momentos é engraçado...uma moça o seduz e ele cai direitinho, e ela é na verdade um dos que planejam enganá-lo, leva-o até um apartamento. Quando descobrem o dinheiro em sua casa, ele diz que não estava roubando nada, que estava com a moça, quando chegam ao apartamento, ele está redecorado, e não há ninguém que se assemelhe à moça, outros morad...

"As Intermitências da Morte"

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Um livro fascinante em cada uma de suas partes: Início, meio e fim. Uma narrativa que deixa sem fôlego o leitor, uma fábula surpreendente em todos os seus aspectos. Dificilmente fica-se com tédio ao ler as páginas de Saramago, ao contrário, entra-se, mergulha-se na trama de tal forma, que aquele universo feito de faz de conta torna-se tão palpável que até a morte, personagem principal, parece ter uma concretude perigosa, como se ela habitasse em todos nós e estivesse prontíssima para dar o bote. A morte na ficção de Saramago é alguém com personalidade que tenta mostrar com sua ausência o que aconteceria aos pobres humanos com pretensões eternas. Estalaria o caos e paradoxalmente os mortais já não quereriam a eternidade e pediriam para morrer. A trama é formulada de uma forma tão inteligente que mesmo após ler o livro, ela fica de alguma forma martelando na sua cabeça e o universo passa a ser outro, onde a morte tem um lugar que não pode ser tirado dela, nem que quiséssemos. Ela acaba s...

Culminância

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Presenciei nas últimas semanas momentos cruciais. Sai com duas amigas, estávamos nós distraídas lanchando em um shopping, quando subitamente todos da praça de alimentação correm rumo a não sei onde, todos correm deseperadamente sem rumo, crianças choram, adultos ficam sem fala. Todos correm por baixo das mesas, correm querendo sobreviver! Sem ao menos saber de onde vem o perigo! Após um tempo fica-se sabendo que era o gás. O gás escapara e de súbito poderia haver uma explosão. Após alguns dias estava eu e uma amiga voltando para casa do trabalho e na rodoviária, ao por os pés nela, todos começam a correr, gritando, loucos, as lojas fecham-se rapidamente, todos correm a lugar nenhum, o perigo estava lá, estava em algum lugar, mas ninguém sabia o que seria, porque fugir? Eu corria também, quando ao atravessar a rua, o som de uma bomba, cavalos, polícia, gente, multidão. E consegui escapar desses dois episódios com vida. Ainda vivo para contar o acontecido. Esses dois acontecimentos, uma ...