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Mostrando postagens de junho 11, 2006

Sua vida é uma tragédia ou uma comédia?

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Uma comédia dramática? Isso mesmo! O filme do diretor Woody Allen divide a trama em duas histórias, misturando drama e humor na mesma dose. Além de Melinda e Melinda, consegui perceber no cineasta judeu, um humor peculiar, um estilo próprio, retratando algumas neuroses da sociedade Nova Iorquina onde mora. Seus filmes parecem sempre convergir para um ponto em comum: o protagonista da história deve tomar uma decisão. E essa decisão mudo o seu destino. Isso me lembra outros filmes que assisti. Não propriamente do cineasta em questão, mas que tratam do mesmo assunto. Nas minhas aulas de psicodrama essa questão fica bem clara em " A dona da história", tratando-se de uma personagem que tenta reviver seu passado em um momento de reflexão, pensa nas escolhas que tomou e se essas poderiam ser diferentes. Em um momento o que chamo de "duplo" do personagem aparece em cena, no entanto, trinta anos mais nova, no momento em que o curso de sua vida poderia ser completamente mudad...

SHOSHA

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"Todo o mundo é hedonista. Do berço à tumba, o homem só pensa no prazer. O que o piedoso quer? Prazer no outro mundo. E o que o asceta quer? Prazer espiritual ou seja lá o que for. Vou ainda mais longe. Para mim, o prazer domina não só a vida, mas o universo inteiro. Espinosa diz que Deus tem dois atributos conhecidos por nós: pensamento e extensão, digo que Deus é prazer. Se prazer é um atributo, então deve consistir de modos infinitos. Isso quer dizer que devem existir miríades de prazeres desconhecidos ainda a serem descobertos. Claro, se acontece de Deus ter um atributo de mal, pobres de nós. A busca do prazer é o único objetivo do homem. Se ele falhar nisso, tem de falhar em todo o resto". (SHOSHA, romance judeu)

Uma Vida Iluminada

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"Mudávamos, ficávamos irreconhecíveis, expostos a todas essas luzes diversas, o que havia dentro de nós emergia, intermitente, em ímpetos violentos, espacejado por lacunas brancas, chegando à superfície como se algum ácido tivesse pingado irregularmente sobre o prato..." (As Ondas, Virginia Woolf)

Isaac Bashevis Singer

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Um texto maravilhoso, simplesmente tocante! The storyteller and poet of our time, as in any other time, must be an entertainer of the spirit in the full sense of the word, not just a preacher of social or political ideals. There is no paradise for bored readers and no excuse for tedious literature that does not intrigue the reader, uplift him, give him the joy and the escape that true art always grants. Nevertheless, it is also true that the serious writer of our time must be deeply concerned about the problems of his generation. He cannot but see that the power of religion, especially belief in revelation, is weaker today than it was in any other epoch in human history. More and more children grow up without faith in God, without belief in reward and punishment, in the immortality of the soul and even in the validity of ethics. The genuine writer cannot ignore the fact that the family is losing its spiritual foundation. All the dismal prophecies of Oswald Spengler have become realiti...

Perto do Coração Selvagem

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"Foi certamente movida pelo desejo urgente de sair de dentro de si mesma que Clarice escreveu "Perto do Coração Selvagem". Seu modo único de ver as coisas, sua extraordinária percepção de realidades e mundos à primeira vista invisíveis, sua liberdade feroz, faziam de Clarice uma mulher tão poderosa quanto solitária, condenada a viver num mundo fundado exclusivamente por ela e para ela. À semelhança da menina Joana, que emprestava sua identidade a cada um de seus brinquedos, Clarice, a jovem autora de Perto do coração Selvagem (à época com 23 anos) faz sua estréia na literatura emprestando sua voz a cada um de seus personagens. Não há diferença entre a voz da narradora e a voz de seus personagens. E quem era Joana? Difícil precisar, já que sua história não era tecida a partir de fatos, mas de sentimentos, imagens e idéias abstratas. Não havia sequer uma ordem cronológica na qual o leitor pudesse se apoiar: se no primeiro capítulo Joana era apenas uma criança, no capítulo ...

Pergunte ao pó

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"Aqueles sapatos eram huaraches, as tiras de couro enroladas várias vezes ao redor dos tornozelos. Eram huaraches desesperadamente maltrapilhos; o couro trançado se desenredara. Quando os vi, fiquei muito agradecido, pois era um defeito nela que merecia crítica. Ela, alta com ombros retos, uma garota de uns vinte anos, impecável à sua maneira, exceto pelos huaraches esfarrapados". (Pergunte ao pó, pg.42, John Fante)